Ela é uma pessoa de planos. Faz planos para tudo e mais alguma coisa. É uma pessoa que gosta de organizar a vida, porém as ideias na sua cabeça sempre estiveram uma confusão. O seu coração ainda está pior. Deita-se na sua cama com esperança de adormecer por completo e não estar num estado de dormência onde a sua cabeça continua a trabalhar. Onde realiza os seus sonhos, meia adormecida. Com os olhos entreabertos sonha acordada. Sonha com a sua vida perfeita. Todos os dias uma vida diferente. Fecha os olhos e pede para si mesma, para dormir e esquecer esses desejos. Esses sonhos. Sonhos esses que ela acha impossíveis porque na sua cabeça, ela nunca será feliz. Ela não precisava de muito para ser feliz. Apenas de um amor, um realmente verdadeiro. Uma meia dúzia de amigos, daqueles que ficam. A sua família, verdadeiramente unida. E pouco mais. Será que é assim tão difícil?
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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