Nunca se tinha sentido como ultimamente. Sente-se a afundar como o famoso Titanic. Sente os berros interiores, sente o desespero, sente o medo da morte. Sente que a vida vai acabar ali, naquele instante, a todo o minuto. Outra e outra vez. Sem parar. É tudo ao mesmo tempo. É o trabalho académico, é a destruição de amizades, é a falta de amor, de mimo, de casa, de energia, de vontade, de atitude, de coragem, de vida. É falta de ser quem era!
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
Comentários
Enviar um comentário