O amor é uma coisa estranha. Ele toma conta do nosso coração, do nosso cérebro e até do nosso corpo. Não sei se acontece com vocês, não sentimos todos da mesma maneira mas eu sinto-me extremamente inútil quando estou apaixonada. Ele controla-me. Quando ele se aproxima o meu coração acelera, os meus olhos seguem aquele sorriso perfeito. O sorriso dele que é capaz de iluminar um dia escuro, triste. Se ele está mal, o meu cérebro pára e não penso em mais nada senão em como ajudar. Quando ele chora, quando ele chora o meu mundo desaba. A alegria dele é contagiante, dá vontade de sair correndo e saltando como uma criança. Ai, o amor é tão tolo. Eu sou tão tola apaixonada, a culpa é dele.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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