"Não tenho sorte nenhuma na vida." Farto-me de dizer isto mas a palavra "sorte" é muito relativa. Mas continuo a dizer que não tenho sorte nenhuma. Sabem quando saímos de casa e encontramos a última pessoa que queríamos ver? Porra, foi o que me acabou de acontecer. Só precisava de espairecer, então fui dar uma volta e não é que olho para o lado e o vejo? Que sorte a minha. Ele não me viu mas bastou vê-lo ali que me deu logo um aperto no coração. Só de o ver, parece que o mudo para de girar. Não é normal isto. Isto, o amor. Ou o ódio. Eu não sei o que sinto por aquele palerma. Dizem que o ódio é o sentimento mais perto do amor e eu acho que é mesmo verdade. Tem dias que sei que o amo mas outros que me apetece bater-lhe de tanto ódio que sinto. Ele não faz nada o meu "tipo" se é que tenho algum. Cá para mim, eu só os comparo ao meu primeiro e verdadeiro amor. Qualquer um abaixo dele, nem merece o meu tempo. Ele é tão palerma que me doí cá dentro. Não percebo o que vejo nele. Sinto-me estúpida. Sinto-me inútil. Sinto-me apaixonada e não pode ser. Não gosto de me sentir vulnerável. Eu sou forte, eu pelo menos é o que tento demonstrar.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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