Passo o tempo toda a perguntar-me quando te vou ver. Pensei que quando te olhasse nos olhos outra vez iria fracassar. Que o meu coração acelerasse e esquecia tudo que me foste fazendo de mal, porque o bom é difícil de lembrar quando o mal é maior. Que iria sorrir quando me abraçasses como sempre. Que não ia querer largar-te nunca mais e rezasse para o tempo parar. Mas não! Não percebi o que aconteceu quando te vi... Não tive aquela vontade de correr para ti e te abraçar. Apenas nos cumprimentamos e tu achas-te que se passava alguma coisa comigo. Pois passasse! Passasse que não consigo agradar a todo o mundo. É difícil estar sempre a esforçar-me para gostarem de mim. Estou cansada que elevem tanto as expectativas em relação a mim. O que eu tenho de diferente? Opa deixem-me viver a vida! Se eu quero estragar ou acabar com a minha vida, só a mim diz respeito. Deixem-me errar. Deixem-me chorar. Deixem-me gritar ao mundo o que sinto. Porquê que tenho que me conter? É para não se sentirem mal com a minha felicidade ou culpados com a minha tristeza? Preciso de perceber o que se passa neste músculo que me faz viver e que nós associamos ao amor, o coração. Ele precisa de me explicar melhor o que se passa lá no seu cantinho é que eu não consigo perceber. A vida muda-nos e eu não acreditava até que passei por isso.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
♥
ResponderEliminar