Não lido bem com a indiferença. Com a mudança. As pessoas mudam sem razão aparente. Não justificam e esperam que os outros corram atrás. E o pior é que acho que a culpa é minha. Acho que o meu maior erro é acreditar. Acreditar nas pessoas, em mim, em sonhos, acreditar que no final tudo vai ficar bem, quando sei perfeitamente que não vai. Realmente eu tenho de parar de criar expectativas de certas pessoas. Não adianta, não mudam, não crescem. Eu é que tenho que aprender que não é assim que vou ser minimamente feliz.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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