Quando penso na época mais feliz da minha vida, é nele que penso. Foi com ele que passei os melhores anos. Foi com ele que ri, que chorei. Que trepei árvores para ver o pôr-do-sol. Que corri de mão dada pela praia como se alguém nos perseguisse. Foi ele que correu km's para me ir buscar gelado de chocolate, porque ele sabia que eu não gosto de gelados de morango. Foi ele que curou o meu joelho na primeira queda de bicicleta. Era ele que me deixava ganhar em todos os jogos que fizéssemos apesar de lhe dizer mil vezes que não me importava se perdesse. Era ele que deixava de sair com os amigos para estar comigo. Era ele que saltava a minha janela para cuidar de mim, quando eu estava doente. Era tudo ele, tudo. Até que acabou, e ele quis ser o meu nada. E o meu nada não é para sempre. Agora, ele diz que quer recuperar o tempo perdido e sinceramente eu percebo. Ele deve sentir-se mesmo mal por me ter afastado. Porque para além de eu ser uma ótima namorada, era sou uma muito melhor amiga e ele não pensou nisso. Cada vez que ouso a voz dele, na minha cabeça forma-se uma parede de recordações e seria muito mais fácil ceder do que lutar contra isto. Quando penso na época mais feliz da minha vida, é nele que penso. Mas quando penso em quem me fez sofrer, também é ele que me vem à cabeça. O amor e o ódio andam de mãos dadas, pois bem, depois de tudo, não sei o que sinto verdadeiramente. Talvez quando te olhar nos olhos, tudo se torne mais claro.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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