Perco-me demais. Perco-me em pensamentos que não me deixam dormir. Perco-me em sonhos e desejos. Perco-me nas batidas fracas do meu coração. Perco-me no turbilhão de desgostos que me passam pela cabeça durante o dia e durante a noite. Perco-me nas desilusões das pessoas próximas e nos desafios da vida. Perco-me no imensidão de sons que se ouvem em silêncio. Perco-me na natureza, no pôr-do-sol, no céu azul. Perco-me mas acabo sempre por me encontrar. No mesmo sítio onde me perdi. Parece que o meu corpo desliga mas não quando eu quero. Queria tanto que desligasse para conseguir descansar. Vão para longe pensamentos nocturnos.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
um bocadinho, já me faz querer voltar! ♥
ResponderEliminar