Eu não sou o tipo de pessoa que muda por outra. Não desisto de quem sou por nada nem ninguém neste mundo e é triste quando o que somos não é o suficiente. Tentam mudar-me mas é um esforço desnecessário. Tentam mudar a minha maneira de ser, a minha maneira de ver a vida, a minha maneira de ver o mundo. Chamam-me teimosa, orgulhosa, exagerada. Sou tudo isso e muito mais. A minha lista de defeitos é enorme mas eu vivo bem com isso. Não dou o braço a torcer quando sei que tenho razão mas sei pedir desculpa quando sei que a minha atitude não foi a melhor. Tento não deixar que os outros percebam quando estou mal porque o orgulho fala mais alto. Exagero nas coisas porque vivo com intensidade, não sinto metade. Quero continuar a ser eu, vou continuar a ser eu. Vou continuar a acreditar demais nas pessoas e bater com a cara no chão. Vou continuar a errar porque só assim consigo crescer. Vou continuar a rir, a chorar, a cair e levantar. Vou continuar a sentir aquele friozinho na barriga e as pernas bambas quando me apaixonar. Vou continuar a ser criança e sujar as mãos quando o gelado derreter. Vou continuar a preferir o mar e o sol. Vou continuar a admirar as estrelas e acreditar que a mais brilhante é a minha avó a olhar por mim. Vou continuar a adorar abraços e mimos. Vou continuar a odiar esperar pelas pessoas quando eu faço um esforço para chegar a horas. Vou continuar a sonhar acordada e sentir saudades de pequenas coisas. Vou continuar a adorar dormir e comer. Caramba, vou continuar a ser eu e adoro.
Encontrei a saudade hoje e ela perguntou por ti. Perguntou pela nossa história, pelo amor. Senti-me vazia, sem luz. Vendo bem, isto ficou um tédio sem ti. Disse-lhe que não sabia de nada mas acabei relembrando momentos. Momentos teus, momentos nossos. Quando entravas em alguma divisão, parecia que trazias um amigo contigo, o sol. Todo o local se iluminava como o nascer do dia. Bastava um sorriso e tudo se concentrava em ti e tu sabias disso. Odiava quando estava no café com as minhas amigas, tu chegavas e elas deixavam de prestar atenção à nossa conversa. Tu sabias e mesmo assim continuavas a aparecer de surpresa só para me irritar. O riso campeão. Como eu passei a chamar. Aquela gargalhada que davas quando sabias que me estavas a tirar do sério. O riso que te passou a proteger. O riso que me ajudou a conhecer o teu sentido de humor. O riso que me desarmou muitas e muitas vezes. Aquele riso. O teu. Quando passeávamos pela cidade e tu tentavas dar-me a mão sabendo bem qu...
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